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São José, Esposo da Bem-Aventurada Virgem Maria e Patrono Universal da Igreja

São José
José
significa "Deus acrescente" e é um nome baste comum em Israel. Há diversos personagens importantes nas Sagradas Escrituras que levam este nome. O mais importante no Antigo Testamento é o filho de Jacó com Raquel.

No Novo Testamento, é o esposo de Maria, mãe de Jesus. Conforme o Evangelho de Mateus, José é filho de Jacó (cf. Mt 1,16); já, segundo o Evangelho de Lucas, é filho de Eli (cf. Lc 3,23).

Sendo esposo de Maria, aos olhos de seus compatriotas, é também o pai de Jesus (cf. Lc 4,22; Jo 1,45; Jo 6,42). Era descendente de Davi (cf. Mt 1,20). O fato de não querer repudiar publicamente Maria, quando esta engravidou sem sua partipação, pois eram noivos - o que tornava Maria uma adúltera, aos olhos da sociedade, e, portanto, deveria ser apedrejada - demonstra que José é um homem justo.

HOMEM JUSTO

A primeira definição de José, que encontramos no Evangelho de Mateus, é “homem justo”. O noivo de Maria, diante da inexplicável gravidez da sua noiva, não pensa no próprio orgulho ou na sua dignidade ferida: pelo contrário, pensa salvar Maria da malvadez das pessoas, da lapidação à qual podia ser condenada. Ele não quis repudiá-la, publicamente, mas deixá-la em segredo. Porém, naquela sua angústia compreensível e naquele sofrimento, o amor de Deus vem ao seu encontro através de um Anjo que veio aliviá-lo e a sugerir-lhe a escolha mais justa de não ter medo: “Não temas receber a Maria, tua esposa, porque o que nela está gerado é obra do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus”.

HOMEM OBEDIENTE

Um Anjo acompanha José nos momentos mais difíceis da sua vida; a sua atitude, diante das palavras do Mensageiro celeste, foi de confiante obediência: recebe Maria como sua esposa! E, depois do nascimento de Jesus, o Anjo volta a advertir-lhe sobre o perigo da perseguição de Herodes; então, de noite, ele fugiu com a sua família para o Egito, um país estrangeiro, onde deveria começar tudo de novo e procurar um trabalho. Mateus, no capítulo 13, fala da sua profissão de carpinteiro, quando os habitantes céticos de Nazaré se perguntam: “Não será este o filho do carpinteiro”? Assim, ele ganha a confiança dos vizinhos. E, quando o Anjo volta, mais uma vez, para avisar-lhe da morte de Herodes, convidando-o a regressar para Israel, ele tomou consigo sua mulher e seu filho e se refugiou em Nazaré, na Galileia, sob a orientação do Anjo.

PAI ADOTIVO

Sem dúvida alguma, José amou Jesus com toda a ternura que um pai tem por seu filho: tudo o que José fez foi proteger e educar o misterioso Menino, obediente e sábio, que lhe fora confiado. Educar Jesus: a imensa desconformidade de uma tarefa de dizer ao Filho de Deus o que é justo e o que é injusto. Deve ter sido difícil para ele, humanamente falando, ter que procurá-lo, com aflição, por três dias, no Templo, onde ele tinha ficado, sem avisar seus pais, para discutir com os doutores, e ter que ouvir daquele menino de doze anos: “Não sabias que devo ocupar-me das coisas do meu Pai?”. Este é um tipo de perplexidade que todo pai sente quando percebe que seus filhos não lhes pertencem e que o destino deles está nas mãos de Deus.

A literatura apócrifa apresenta-o como um homem maduro e mesmo viúvo quando se casou com Maria. Os Evangelhos, no entanto, não trazem quaisquer informações sobre sua idade nem seu estado civil anterior. Essa tradição, provavelmente, teria nascido na tentativa de explicar porque que José desaparece de cena e nunca é mencionado nas narrativas relativas à vida pública de Jesus. Ele teria morrido ainda quando Jesus nem havia começado sua missão.

Inúmeras casas religiosas e obras eclesiais são dedicadas a ele, o Protetor da Sagrada Família. Foi o Papa Pio XII quem o proclamou modelo e patrono dos trabalhadores. E o Papa São João XXIII, cujo nome de batismo era José, inseriu seu onomástico no "Canon Romano" e foi quem também declarou São José como o Patrono da Igreja Universal.

Em 2013, o Papa Francisco incluiu a menção "Esposo de Maria" ao seu nome nas Orações Eucarísticas II, III e IV.

Fonte: Vatican News e O Pão Nosso de Cada dia - Subsídio Litúrgico Catequético Diário.
Crédito da imagem: Santuário das Almas - Paróquia Nossa Senhora do Sagrado Coração.

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